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Importante: a NOSSA responsabilidade na solução dos NOSSOS problemas.

  • 28 de ago. de 2018
  • 3 min de leitura


Atualmente, o chamado “couch” entrou na moda em diversas áreas, destacando, entre outros elementos, a nossa responsabilidade frente aquilo que nos acontece. A ideia é mudar a chave de um comportamento vitimizador de si mesmo para um comportamento mais pró-ativo e autônomo. De fato, o assunto tem sido debatido com mais frequência de uns tempos para cá, mas não é uma descoberta atual. Pelo contrário, na própria Bíblia, em Gênesis, nos primeiros capítulos, quando Adão e Eva fazem algo que Deus os tinha orientado a não fazer, Deus os procurou e perguntou a cada um isoladamente (não aos dois, em conjunto, ou a um terceiro) sobre o que tinha acontecido, buscando que eles assumissem a responsabilidade sobre suas próprias escolhas. Você deve saber o que aconteceu. Nenhum dos dois assumiu seus próprios atos como SEUS, e jogaram a culpa em outra pessoa e nas circunstâncias. Pois é, no relato da criação do mundo, os primeiros seres criados já agiram assim, depois do pecado. E nós continuamos fazendo o mesmo.

A questão é que esse comportamento não traz felicidade, e também não nos liberta verdadeiramente dos problemas. Como advogados, já trabalhamos com casos de família, nos quais quase sempre as pessoas envolvidas relatam abusos da outra parte, sem olhar para si e ver o que poderiam ter feito de forma diferente a fim de não permitir que aqueles abusos acontecessem. Claro que muitas vezes nos deparamos com situações com relação aos quais não tivemos culpa. Fomos enganados, traídos, humilhados. E cada um responde por aquilo que faz. Quem engana, trai e humilha está sim cometendo um abuso grave e, mais cedo ou mais tarde, sofrerá as consequências, jurídicas ou não, de seus atos.

Qual deve ser, entretanto, a atitude daquele que recebe tais agressões? Será que é saudável permanecer na posição inabalável do agredido, sem refletir sobre qual atitude tomar para cessar com tal desrespeito? Em geral, as pessoas buscam um advogado para solucionar seu caso na Justiça. Não conversam com o outro de forma direta, não se posicionam pessoalmente e não agem de maneira a respeitar e buscar do outro respeito. Bom, você poderia nos dizer: tomar a atitude de procurar a lei para um divórcio nessa situação não é uma boa atitude? Sim, é verdade. Já é um passo importante. Mas o ponto onde queremos chegar é: se não aprendermos como fazer com que as pessoas nos valorizem e nos respeitem, mudando a NOSSA atitude, a NOSSA ação e a forma como tratamos as outras pessoas também, possivelmente teremos no futuro uma situação parecida com aquela de que nos livramos na Justiça. Vira um triste ciclo de infelicidade.

Já percebeu como mulheres vítimas de violência doméstica se desvinculam de um companheiro agressor e muitas vezes se relacionam com outro que passa a agredi-las também? Não é má sorte, nem destino. É a consequência de um comportamento da pessoa agredida, que já está tão machucada pela vida que não se defende mais, não enxerga valorização em si mesma para que possa, por exemplo, finalizar um namoro diante de um aparentemente simples ato de ciúmes mais exaltado. Novamente, não estamos aqui minimizando o ato do agressor, que é criminoso, inclusive, e merece resposta jurídica adequada. Nem estamos, de maneira nenhuma, culpando a mulher. Estamos, sim, propondo a seguinte reflexão: há situações que nos acontecem que são resultado de comportamentos que escolhemos. Exemplo: se fumarmos a vida toda, possivelmente teremos câncer. Por outro lado, também há situações que nos acontecem que não são resultado de escolhas, mas de acasos. Exemplo: fui assaltada hoje, mesmo tomando todas as precauções possíveis para que isso não acontecesse. Neste caso, não foi nosso comportamento que ocasionou o problema, mas podemos sim escolher como nos posicionar diante do que nos acontece, e assim estamos definindo parte do nosso futuro também.

Somos advogados e estamos aqui para auxiliá-la(lo) quando precisar. É nosso trabalho e fazemos com amor e muita dedicação. Mas queremos, antes de tudo, dizer: vocês mesma(o) pode resolver e, principalmente, prevenir vários do seus problemas. Ame-se, valorize-se e respeite-se mais. Dê às pessoas o respeito que elas merecem por serem seres humanos, mas também não aceite que ninguém te trate com menos respeito do que aquele que é devido a você também. Não precisa bater, nem brigar. Simplesmente coloque limites. Quem verdadeiramente ama, vai perceber a mudança e passará a respeitar as suas fronteiras. E você será livre e mais feliz!



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